sexta-feira, 22 de maio de 2009

Henrique é o primeiro político do RN a defender o terceiro mandato para Lula

Henrique Eduardo Alves, líder do PMDB, articula o terceiro mandato para o presidente Lula. A notícia foi publicada no Correio Brasiliense, um dos principais jornais de Brasília. O deputado potiguar foi anfitrião de um jantar oferecido à cúpula do PMDB esta semana.

Apesar das negativas do presidente Lula, líderes partidários, como Henrique, discutem a possibilidade de um terceiro mandato após as complicações do tratamento da ministra Dilma Roussef contra o câncer. É bom que se diga que o terceiro mandato para Lula também vai permitir a re-reeleição para governadores e prefeitos.

É isso mesmo. Se Lula puder concorrer a um terceiro mandato, Wilma de Faria poderá, em tese, concorrer a um novo período de quatro anos no governo e os prefeitos norte-rio-grandenses já reeleitos também.

Será uma farra. Farra da continuidade. Da acomodação. Do arrumadinho. É o que se discute em Brasília. Deputados e senadores não vão apenas votar a re-reeleição do presidente Lula. Para facilitar o, digamos assim, "supositório democrático", os congressistas vão abrir a emenda para todos os chefes do executivo.

Você duvida, caro internauta, que governadores e prefeitos não vão colocar suas bancadas em favor de uma proposta que os beneficiam. Pois é. O debate em torno do terceiro mandato tinha perdido força com o lançamento da Dilma Roussef mas está de volta com a doença da ministra. Para os Alves no Rio Grande do Norte será uma mão na roda. Com a possibilidade de Wilma disputar um novo mandato, desafoga-se a chapa para o Senado.

Garibaldi Filho, prioridade do PMDB, teria maiores chances de reeleição sem preocupar-se com os adversários. Pelas pesquisas atuais, Garibaldi lidera mas o tal do segundo voto pode surpreender. Wilma e Agripino estão embolados mas ninguém sabe quem será o mais votado, justamente, por causa do segundo voto para senador.

Político não gosta de arriscar. Se o terceiro mandato para Wilma vingar, Garibaldi e Agripino vão dar graças a Deus. Afinal, o Senado está um inferno mas ainda é o céu de qualquer político. Ainda mais em fim de carreira.

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